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quinta-feira, 30 de agosto de 2012

SAÚDE - DIA NACIONAL DE COMBATE AO TABAGISMO: QUANDO O HÁBITO DE FUMAR TORNA-SE DEPENDÊNCIA.

Dia Nacional de Combate ao ao Tabagismo
Foto: Divulgação/Jangadeiro Online.
Composto com cerca de 4.720 substâncias, o tabaco provoca aproximadamente 50 doenças. Por isso, o Dia Nacional de Combate ao Tabagismo, que aconteceu nesta quarta-feira (29), propõe um esclarecimento sobre o consumo da droga. E os perigos não são somente para quem traga, mas para aqueles considerados fumantes passivos também.
De acordo com o Ministério da Saúde, são registradas 200 mil mortes por ano no Brasil, com a média de 23 óbitos por hora. Somente no estado do Ceará, a estimativa para o ano de 2012, ao todo, é de 840 pessoas afetadas com cânceres na traqueia, brônquio ou pulmão. Os homens são os mais atingidos no estado, com 470 casos.
Em Fortaleza não é diferente. O número de casos de homens com a doença é de 190. Já as mulheres aparecem com 160. Os dados são do Instituto Nacional do Câncer (Inca).
Quando o hábito se torna dependência
O psicólogo, professor da Unifor e assessor da Secretaria de Justiça (Sejus) Elton Gurgel afirma que a Organização Mundial da Saúde (OMS) considera a dependência química como uma doença. “Não se usa o termo viciado, por conta de um julgamento moral. Já que o vício seria contrário à virtude”, explica.
O psicólogo esclarece que cada caso possui um tratamento específico, além de um progresso variado. “Não temos uma única forma de tratamento, pois é adequado de acordo com o indivíduo. Às vezes, são usados medicamentos, chicletes e adesivos que trata da relação com a nicotina”, considera. Ele ainda ressalta, que as substâncias são utilizadas na tentativa de atenuar os sintomas de abstinência.
De acordo com Elton Gurgel, os sintomas de alguém que já possui a dependência química são: compulsão, abandono progressivo de prazeres e obrigações em prol do consumo do fumo, procura por mais drogas e crise de abstinência, por exemplo. Um dependente, ao tentar reduzir a quantidade de tabaco consumida, pode ter a crise de abstinência e ter ansiedade, dores de cabeça, tontura e insônia.
Recaídas
“Quando eu quiser eu paro”. O chavão é bastante usado por aqueles que tentam encobrir verdade, como em um processo de negação, segundo Elton. Ele explica que a dependência é incurável. “De acordo com a OMS, uma vez estabelecida a dependência, a pessoa estará sujeita a ter recaídas”, diz.
O psicólogo ainda alerta para o perigo do uso social da droga. “É muito complicado imaginar um dependente em abstinência consumindo socialmente a droga. A partir daí, ele pode ter uma recaída, tendo que voltar a reconstruir o processo de abstinência. A recaída é um desvio”, considera.

Fonte: Jangadeiro Online.

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